domingo, 15 de julho de 2012

Solicitamos este clamor ao povo, brasileiro, argentino, paraguaio, boliviano e uruguaio, paraque o nosso projeto chegue à Presidenta Dima Rousseff, em prol de uma vida mais digna e melhor dos Guarani no território brasileiro.

TÁVA GUASU GUARANI RETÃ

ORGANIZAÇÃO OSCIP GUARANY

APRESENTA:

HINO NACIONAL BRASILEIRO - BRASIL RETÃ PURAHÉI - 

Traduzido em Guarani, Língua Oficial do MERCOSUL
-www.guarany.org.br 

Por Tupã Cabrera.

Hino Nacional Brasileiro
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada 
Música: Francisco Manuel da Silva

Cantor Guarani: Antonio Cabrera "Tupã"

Atualizado ortograficamente em conformidade com Lei nº 5.765 de 1971, e com art.3º da Convenção Ortográfica celebrada entre Brasil e Portugal. em 29.12.1943. 

Tradução do Hino Nacional Brasileiro pelo Professor da Língua Guarani e Licenciado em História, Antonio Cabrera “Tupã” da Etnia Guarani do Paraná – Brasil, dentro da Norma Gramatical Guarani UNIVERSAL – NGGLU. A ortografia Guarani estandardizada. A origem da língua Guarani, o Avá Ñe´ẽ (língua), Avá Ayvu (som), Avá Taipu (fonema/palavra) a Língua de Deus e do homem, Patrimônio Universal Intangível dos seres humanos. "A Língua ÁRA = Tempo". Que procede do "ARAMAICO", isto é, Ára = tempo; maaiko = quem é. Traduzido: quem é o Senhor do Tempo: para os Guarani é Ñande Ru (Nosso Pai) que vem a ser o Deus de todos nós. O "à e A". A palavra à e ã (espírito) e "A e a" é carne. O DNA de todos nós.

O início do Projeto da Tradução do Hino Nacional Brasileiro é um tema antigo e misterioso.

A sua finalização, teve início nos dias 15 de março de 2012 e o ápice da obra no dia 01 de abril de 2012 às 17h, Curitiba – PR – BRASIL.

Protocolado na Biblioteca Pública do Paraná na Divisão de Documentação Paranaense - Curitiba.
Registro do BRASIL RETÃ PURAHÉI (Hino Nacional Brasileiro em Guarani). Fundação BIBLIOTECA NACIONAL. Ministério da Cultura, Escritório de Direitos Autorais - Certidão de Registro ou Averbação. No.Registro: 563.213 Livro: 1.074 Folha: 270 - 10 de junho de 2012, Rio de Janeiro - RJ.

O Projeto tem por objetivo promover a IMAGEM DO BRASIL NA COPA 2014, desde o primórdio da sua origem, através da sua Língua e Cultura Original, ecoando o Hino Nacional Brasileiro em Guarani, dando as boas-vindas aos visitantes e ao povo brasileiro cantando: 

Estribilho: 
Ko yvy ápe guá ra’y sy mborayhu, (Dos filhos deste solo és mãe gentil),
Tetã ojehayhúva,( Pátria amada),
Brasil! (Brasil)!

REDE GUARANI TUR
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Simão Tupã Reta Vilialva
Presidente da OSCIP GUARANY
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Contato:

Antonio Cabrera Tupã
Vice-Presidente da OSCIP GUARANY
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http://www.youtube.com/oscipguarany
guaranitur@gmail.com
guaraniguata@gmail.com 
+ 55 41 9999 7134 

---Guarani Reko!*
*O Modo de Ser Guarani!

domingo, 24 de junho de 2012

PROJETO: BRASIL RETÃ PURAHÉI (HINO NACIONAL BRASILEIRO CANTADO EM GUARANI)


Tekohá Guarani de São Miguel do Iguaçu, Território Lindeiros,
Região das Cataratas do Iguaçu –PR.
Brasil - Paraguay – Argentina – Uruguay.

OSCIP GUARANY - Programa de Revitalização do Mundo Guarani na América Latina.

Promova Esta Ideia - Guarani Língua e Cultura Oficial do MERCOSUL. 

PROJETO: BRASIL RETÃ PURAHÉI 
(HINO NACIONAL BRASILEIRO CANTADO EM GUARANI)

Parte - I e II

https://docs.google.com/open?id=0B5JfFfVVvJvkSzhXNHZQeVFoUUU

https://docs.google.com/open?id=0B5JfFfVVvJvkeE9hQVl3N0pHclk


Antonio Cabrera "Tupã"
Vice Presidente da OSCIP GUARANY
Pesquisador e Professor da Língua Guarani e Lic. em História.
Tradutor trilingue: Guarani – Português - Castellano
Gestor dos Projetos de Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável, Ambientalmente Equilibrado e Socialmente Justo dos Guarani da Tríplice Fronteira 
(Brasil – Paraguay – Argentina).


-- 
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Guarani Reko!*
*O Modo de Ser Guarani!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DO ABACAXI E DO ANANÁS 2

Organização Social e Etno-Cultural Indígena Teko Ñemoingo –
Oscip  Guarany - CNPJ: 09.202.622/0001- 77

Táva Guasu Guarani Retã

Organização: Oscip Guarany
Nación: Guarani
Lengua: Guarani
.
Pronunciamento do Presidente da OSCIP GUARANY TEKO ÑEMOINGO, Simão Tupã Reta Vilialva

Org. Oscip GUARANY Teko Ñemoingo - Programa de Revitalização do Mundo Guarani na América Latina. http://www.facebook.com/guaranireko

Observação: Escrita na Ortografia Unificada da Língua Oficial do Mercosul

A HISTÓRIA DO ABACAXI E DO ANANÁS 2


Com o professor Tupã Cabrera - Licenciado em Historia e Guarani.
Tanimbugui roikove jey (Ressuscitado das cinzas - Resucitado de las Cenizas - Risen from the Ashes - Renaît de ses cendres):) http://www.youtube.com/watch?v=GDSvEeo6Ry4&feature=related

Para entender a História:

Os Tupi, são os portugueses.
Os Guarani, são os castelhanos.
Os Ñe'engatu (Mâcro-Jê), são os franceses.

A Origem da Língua Guarani:  O Avá Ayvu. (Deixado por Deus Ñande Ru - "nosso Pai"), como AGUYJÉ a todos os seres humanos. Representa a nossa própria existência. ALMA, ESPÍRITO E CARNE

Ñande Ayvu, Ñe'engatu ou Avá Ñe'ẽ (conhecida como a língua tupi no Brasil, fora do Brasil como Guarani - castelhana, mais popularmente no  Paraguai  e no Norte do Brasil - amazonas, como Ñe'engatu (Mâcro-Jê) - franceses.)

Em 22 de abril de 1500, os tupi e os guarani (europeus) encabeçado por Pedro Álvares Cabral chegaram na terra de Pindorama, famintos, desesperados, doentes, desgregados, sujos, imundos, assassinos, corruptos, desajustados sociais, piratas da pior especies humanas, canibais, vendedores das próprias almas e vendiam até o próprio diabo na sua mercantilização. O importante era matar, destruir e roubar e se apossar das coisas alheias e falar mal e denegrir  e assim, os tupi e os guarani jogaram tamanha violencia e praga contra os Ñe'ẽngatu e pensaram que tinham transformados os povos outóctones em cinzas ou que tinham destruidos Pindorama.  Registra-se na história como "descobridor" do Brasil e não como exterminador do FUTURO.

Dizem que a língua de Pindorama foi a  língua tupi e que essa língua perdurou por mais de 200 anos, sic e na atualidade o mundo conhece como Guarani e aceita mundialmente como tal e no finalmente etc, como língua e cultura do MERCOSUL.

É impressionante, o Padre Anchieta por inspiração divina deixa um modelo gramatical totalmente baseado la linguá nativa, isto é, não teve referencia bibliográfica e a sua obra em 1560,  'Arte de Grammatica da Lingoa Mais Vsada na Costa do Brasil" já era um best-seller. Dizem a boca maldita: que a língua tupi é uma língua morta. Lero engano. Essa língua está impregnada e amalgatizada em cada esquina, em cada ser vivo, em cada canto e  o povo tupi-guarani-macro niki (brasileiro já nasce falando tupi, guarani e mâcro-jê.)

Conhecendo a torre de babel a origem da Palavra no Século XXI:

Uma Enigma para ser descriptografada para entender a origem. O que significa a palavra [u]"A"[/u] em nossa língua ?

Bom para entender a História do ABACAXI E DO ANANÁS é preciso conhecer a nossa língua, (ñande Ayvu,  Avá Ñe'ẽ ou Ñe'ẽngatu, a língua oficial do Pindorama, que na atualidade pousou a se chamar oficial e extra-oficial e aceita por todas as comunidades autóctones de GUARANI  e no Século XXI  reconhecida como Cultura e Língua do MERCOSUL: Guarani, Português e Espanhol.

Avá i – Pequeno homem.
Avá  - Deus, homem, mulher, povo, gente, nação,
Ayvu ou Ñe'ẽ. - Língua (Alma, Espírito e Carne)

Em Guarani, não exite conjugação verbal, isto é, o verbo permanece inalterado, o que varia são os pronomes.

Que maravilha!!!

Bom já falei muito, agora vamos aos fatos e atos.

Desconstruindo o abacaxi e o ananás  na língua do ÑANDE AYVU, ÑE'ẼNGATU,  AVÁ ÑE'Ẽ e TUPI, na atualidade GUARANI, Língua Oficial do Mercosul:

Avá – Deus,  homem, mulher, gente, pessoa, povo e nação.
Kachi: vagina.

Abacaxi - A vagina da mulher, ou órgão sexual feminino

O sentido real ou verdadeiro

Yvá - fruta,
Katĩ – cheiro

Fruta cheirosa
Concluindo:

Yvá Katĩ, transformada em ABACAXI pelos espanhóis.

Ñanã (ortografia castellana) (nhana - ortografia tupi)  - planta - uma mesma espécie ou pode ter vários nomes populares ou científicos.

A Ñanã, transformada em ANANÁS  pelos portugueses.

Frutas silvestres

O sentido real ou verdadeiro:

Ñanã

Essa é a nossa História de ABACAXI E ANANÁS

Contada pelo professor e historiador, avá i
que fala: o Avá Ayvu, Avá Ñe'ẽ, Tupi, Ñe'engatu-mâcro-jê, Guarani, castelhano e o português.


Ñande Ru Imbarete! (O Nosso Pai é Forte!)

Antonio Cabrera“Tupã”
Vice-Presidente da Oscip GUARANY TEKO ÑEMOINGO
Professor da Língua Guarani e Lic. em História.
Tradutor Trilingue: Guarani, Portugguês Castelhano
Gestor dos Projetos de Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável, Ambientalmente Equilibrada e Socialmente Justo dos Avá Guarani da Tríplice Fronteira
(Brasil – Paraguay – Argentina).

Contato:
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

HISTÓRICO DA CRIAÇÃO DA ENTIDADE OSCIP GUARANY TEKO ÑEMOINGO


ORGANIZAÇÃO SOCIAL E ETNO-CULTURAL INDÍGENA
TEKO ÑEMOINGO - OSCIP GUARANY
CNPJ: 09.202.622/0001- 77

Localização da Tekoha Guasu Guarani Retã. Região do Parque Nacional do Iguaçu, Terras das Cataratas, Itaipu Binacional,Tríplice Fronteira (BR - PY - AR). A sua Organização: Oscip Guarany. Nação: Guarani. Língua: Guarani 

Pronunciamiento del Presidente de la OSCIP GUARANY TEKO ÑEMOINGO, Simão Tupã Reta Vilialva



No final de 2005 um grupo indígena da etnia Guarani da Aldeia Indígena Avá Guarani do Oco'y e da Região da Costa Oeste, com a liderança da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai, Argentina), liderado pelo cacique Simão Tupã Reta Vilialva e Antonio Cabrera “Tupã”, incomodados uns com a sua situação social, cultural e econômico e outros com a sua própria inatividades e com a situação social dos indígenas no País, abandonado a sua própria sorte e esquecido pelos órgãos indigenistas, após a tentativa da retomada do seu território,  foram expulso violentamente pela Policia Federal, ordenado pelo Procurador da Republica Rony Ferreira, do Parque Nacional do Iguaçu, percebendo que a ajuda não passava de camuflagem e que estavam sendo morto e a população ficando sem terra e os seus povos transformados em mulas, drogados, dejetos humanos, sem territórios e bandidos de uma  forma macabra, premeditada  e letal para não deixar vestígios e as suas filhas em prostitutas, resolveram instituir uma organização à altura para poder enfrentar o  dilema que vinham vivendo, para assumir os seus direitos como povo livre e com autodeterminação, isonomia e auto-administração, segundo a Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos  Povos Indígenas, aprovado pela Resolução Geral 61/295 de 2007, pelo Decreto Presidencial 6040/2007 e a Constituição Federal de 1988, Art. 231 e 232 e consideração as suas potencialidades e conhecimentos milenárias resolvem instituir a ORGANIZAÇÃO SOCIAL E ETNO-CULTURAL TEKO ÑEMOINGO – OSCIP GUARANY, segundo a Lei das OSCIPs 9.790/99 em prol da sua população de 10.000 almas Guarani aproximados da tríplice fronteira.

Inicialmente, em razão do elevado número da população Avá Guarani da região e escasso recursos tanto material, financeiros e humanos, o trabalho foi muito difícil para criação da organização, foi um verdadeiro milagre,  pois, havia a necessidade de percorrer as aldeias Guarani da tríplice fronteira, para fazer as reuniões para a conscientização do projeto a importância e discutir o Estatuto Social da futura organização e o que ela representava para a população originária do local. Finalmente no ano de 2007 a base sede Aldeia indígena Avá Guarani em parceria direta com a sua Associação ACICO – Associação Indígena do Oco'y, reuniram-se na cidade de Foz do Iguaçu as pessoas interessadas para constituírem uma Organização Social de acordo com a lei 9.790/99.

A população Avá Guarani, totalmente inexperiente e sem qualificações profissionais, motivado pelo desafio e como não tinha saída e nem assessoria mas precisava mudar o curso da sua historia e escrever a nova historiografia do seu mundo se lançou em busca do conhecimento. Depois de muito percorrer e não encontrar quem pudesse assessorar apesar de haver muitas organizações como a SEBRAE que poderia assessorar e como não tinha recursos financeiros para pagar não restou outro caminho a população teve que enfrentar o seu próprio desígnio. Foi através da sua própria liderança que encontrou, foi através de Antonio Cabrera “Tupã”  que ingressou na faculdade no ano de 2003 para cursar História na União das Américas – UNIAMÉRICA, Foz do Iguaçu-Paraná, já com essa finalidade, com muita garra e disposição pesquisou  encontrou o caminho, não tinha dúvida a solução só seria possível através da Lei das OSCIPs 7.790/99, para mudar o curso da sua história que já ultrapassou 500 anos.

Com intuito de se chegar à organização que viesse de encontro aos anseios dos Avá Guarani da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai, Argentina), a liderança começou a investir tempo, buscando conhecimento na literatura, nas informações eletrônicas e buscando desesperadamente quem pudesse prestar-lhe assessoria, não encontrou ninguém, pois, a população Avá Guarani era considerada de propriedade privada e particular da FUNAI e de outras instituições do local. Passaram o ano de 2006 as lideranças fazendo as reuniões conforme era possível, ora no Brasil, ora no Paraguai e ora na Argentina,  e assim chegamos no ano de 2007 e atravessamos, sem nenhuma assessoria de um órgão, municipal, estadual e da união, ao mesmo tempo sabendo que havia instituições que deveria nos ajudar em nossa empreitada e uma dela é a própria FUNAI, outra a prefeitura local e também a Itaipu Binacional e nada fizeram há não ser de ir contra os anseios dos Avá Guarani negando-lhe as assessorias para os fins necessários, e assim nesse percurso, remando contra as mares, a liderança Avá Guarani, criam o seu Estatuto de acordo com o Terceiro Setor e no mês de setembro de 2007, constituíram a sua Organização Social de acordo com a Lei 9.790/99, regulamentada pelo Decreto No. 3.100, constituindo uma organização genuinamente autóctone e única no Paraná e Antonio Cabrera “Tupã”, também conclui o seu curso, formando-se em Licenciado em História, porém, continua pagando o financiamento (FIES) do seu curso que termina em 2014

A nossa primeira idéia como povos originários foi de criar uma cooperativa, pois, já tínhamos uma Associação Indígena no local, somente que não atendia os nossos anseios, pois, as organizações indigenistas do local, estadual e nacional não permitiam as nossas autonomias dizendo-se responsáveis dos indígenas, e que não era licito termos uma organização que pudesse dar-nos autonomia. Partindo dessa primícia, e não aceitando mais os jugos impostas, a nossa única saída foi a criação de uma associação que tivesse por base a Lei 9.790, que é conhecida como a lei das OSCIPs e marco inicial do Terceiro Setor no Brasil.

A comissão que inicialmente foi criada com vários integrantes das lideranças indígenas Avá Guarani da tríplice fronteira foi efetivada através do trabalho e esforço de quatro de seus integrantes da Aldeia Indígena Avá Guarani do Oco'y, município de São Miguel do Iguaçu, que levaram a cabo o PROJETO OSCIP GUARANY até a sua fundação em 07 de setembro de 2007, com 23 componentes que assinaram os documentos de fundação da Associação e, a partir de então, se investiram no cargo de Associados  Fundadores. A OSCIP GUARANY, foi registrada em 05 de novembro de 2007, no 1o. Registro de Título e Documentos de Registro Civil de Pessoas Jurídicas na Comarca de Foz do Iguaçu, nasce, assim, a  Organização Social e Etno-Cultural Indígena Teko Ñemoingo – OSCIP GUARANY.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

TERRA TRADICIONAL GUARANI


TÁVA GUASU GUARANI RETÃ
Terra Tradicional Guarani.
www.guarany.org.br
http://www.facebook.com/guaranireko

O Presidente da OSCIP GUARANY TEKO ÑEMOINGO
Simão Tupã Reta Vilialva, Paraná - Brasil e tríplice fronteira, declara no uso da sua atribuição, TERRA TRADICIONAL GUARANI.
Gestor

Antonio Cabrera Tupã
Vice-Presidente da Oscip Guarany Teko Ñemoingo
Prof. de Guarani e Lic. em História

sábado, 28 de agosto de 2010

DICCIONARIO AUDIO-VISUAL DE LA LENGUA GUARANÍ DEL MERCOSUR: “YA HABLAMOS GUARANÍ”.

ARGANIZACIÓN SOCIAL Y ETNO-CULTURAL INDÍGENA
TEKO ÑEMOINGÓ - OSCIP GUARANY
CNPJ: 09.202.622/0001- 77
OSCIP-Organización de la Sociedad Civil de Interes Público

Aldea Ty Global Indígena Avá Guarani do Oco'y, "Tava Guasu Avá Guarani Retã".Brasil - Paraguay – Argentina – Uruguay.

Oscip Guarany, Trabajo em Ejecución de los Ava Guarani en la Región Oeste del Paraná,Triple Frontera y MERCOSUR.

Los Ava Guarani de la Triple Frontera (BR - PY – AR), solicita a la Cámara de los Diputados del Brasil, la CREACIÓN DE UN DECRETO para legalización del Idioma Guarani em Brasil como tercer Idioma Oficial del MERCOSUR y también como PATRIMONIO CULTURAL DEL MERCOSUR y patrocinar el PROYECTO: YA HABLAMOS GUARANI en el Jardin Botánico de Curitiba/PR, de 22/10 a 03/11/2010.

Para el cumplimento de la Carta Magna del Brasil – Capitulo VIII – LOS ÍNDIOS; Paraguay; Argentina y Uruguay.

También, la Declaración de las Naciones Unidas: los Derechos de los Pueblos “Indígenas” - Asamblea General de las Naciones Unidas – 61/295 de 2007, en la OIT 169, Agenda 21, en la Carta de la Tierra, en el Reconocimiento del Idioma Guarani por el PARLASUR, en la Lei de las OSCIPs 9.790/99 y en el Decreto Presidencial del Brasil 6040/2007.

Enviamos la apresentación de nuestro Proyeto YA HABLAMOS GUARANI para la Cupula del PARLASURHpara su apreciación.
Puede ser bajado en el link abajo:
http://www.oscipguarany.org/arquivos/dicionario-mostra-avaguarany-2010.zip

PROYECTO DEL LIC. ANTONIO CABRERA (Tupã Ñemboágueravijú)

AVÁ AYVÚ, ÑEMUÁSÚ ÑEẼ TEETÉ”
“GUARANI, IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR”

JASYPAKÕI 2009 PE - DEZEMBRO DE 2009 - DICIEMBRE DE 2009

ORGANIZADORES: OSCIP GUARANY, FUNDACEN, I. E. S. ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI EN PARCERIA CON LA COMUNIDAD GUARANI DE LENGUA DEL MERCOSUR – CGLM - LA REGIONAL DE ATENEO DE FOZ DE IGUAZÚ, CURITIBA, PARANÁ – BRASIL E ITUZAINGÓ (ARGENTINA).

APOPYRÃ – PROYECTO

PRESENTA:

a) LA NORMA GRAMATICAL GUARANI DE LA LENGUA DEL MERCOSUR- NGGLM.

b) DICCIONARIO AUDIO-VISUAL DE LA LENGUA GUARANÍ DEL MERCOSUR:
“YA HABLAMOS GUARANÍ”, AVÁ ÑEẼ, ÑEẼ AYVÚ, TETÃ AYVÚ, TETÃ ÑEẼ, TETÃ YÍ.

OÑEHENDUKA: OJEJAPOTAVA JEHAI MBARETÉ, AVÁ AYVÚ, ÑEMUÁSÚ ÑEẼ TEETÉ.

PROYECTO DEL LIC. ANTONIO CABRERA (Tupã Ñemboágueravijú)

MOHA ANGÁ MBYKY - Modesto Romero Cueto Haí pyre
(Che Retã Remiandú Ñemonoõ Pyré) - 2005 –

1 - NGGLM – Norma Gramatical Guaraní de la Lengua del MERCOSUR como una de la forma para ITEGRALIZAR el CONOSUR a través del IDIOMA AVÁ GUARANI AYVU. Ortografía Unificada.

2 – Diccionario Audio-Visual de la Lengua Guaraní del MERCOSUR: “Ya Hablamos Guaraní”, Avá Ñeẽ, Ñeẽ Ayvú, Tetã Ayvú, Tetã Ñeẽ, Tetã Yí. El primer Diccionario en versión online y para smartphones* (celulares). (con audio - interactivo) y versión de bolso para impresión e ya preparado para la inclusión de nuevos idiomas y contenidos multimedia.

3 - Formación de la Comunidad Guaraní de la Lengua del MERCOSUR – CGLM
4 – La Lengua Avá Guaraní Ayvú, es LENGUA OFICIAL DEL MERCOSUR, reconocida oficialmente por el PARLASUR. Por tanto, Los Pueblos Avá Guaraní de la triple frontera, a través de su Organización OSCIP GUARANY e sus PARCEROS de los 3 Países, Registra oficialmente en la Biblioteca Nacional de Río de Janeiro, El IDIOMA GUARANI, como LENGUA OFICIAL DEL MERCOSUR y como PATRIMONIO UNIVERSAL de todos los pueblos, etnias y naciones, tomando por base los Derechos Consuetudinarios, que antecede a la propia creación de los Estados (brasileño, paraguayo, argentino, uruguayo, americanos, asiáticos, portugueses, españoles, franceses, vamos decir de los cinco continentes; son derechos primarios y congénitos, legítimos por si, que no se confunden con los derechos adquiridos; en la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas aprobado por la Resolución de la Asamblea General 61/295 de 13 septiembre de 2007 y en las Constituciones en vigencia de los 4 países miembros del MERCOSUR.

Curriculum:

Lic. Antonio Cabrera (Tupã Ñemboágueravijú) Vice-Presidente da OSCIP GUARANY – Teko Ñemoingó – Lic. en Historia - (Director de la Regional Ateneo de Lengua y Cultura Guaraní – Foz de Iguazú y Curitiba) - Consultor, Investigador, Traductor Trilingues y Profesor de la Lengua Avá Guaraní Ñeẽ u Ayvú y Historia. Coordinador y Gestor de los Proyectos de Desarrollo Ecológicamente Sostenible, Ambientalmente Equilibrado y Socialmente Justo de los Avá Guaraní de la Triple Frontera (Brasil - Paraguay – Argentina - Uruguay), del Movimiento Indígena Avá Guaraní: Nosotros Podemos “Avá Guaraní Retã” Trinacional (BR – PY – AR): 8 Maneras de Cambiar al Mundo – Objetivos de Desarrollo del Milenio: Rumbo a un Mundo Mejor y de Calidad, Precursor de la Unificación Ortográfica del Idioma Guaraní Global y del Diccionario Audio-Visual de la Lengua Guaraní del MERCOSUR: “Ya Hablamos Guaraní”, Avá Ñeẽ, Ñeẽ Ayvú, Tetã Ayvú, Tetã Ñeẽ, Tetã Yí. El primer Diccionario en versión online y para smartphones (celulares) interactivo.

Momarandu – Contato:

Tel: (41) 9999-7134
E-mail: oscipguarany@gmail.com
Site:www.oscipguarany.org
http://pt.netlog.com/momaitei/blog
http://twitter.com/ymaite

Lic. Antonio Cabrera (Tupã Ñemboagueraviju)
Vice-Presidente da OSCIP GUARANY

terça-feira, 21 de abril de 2009

CONGRESO INTERNACIONAL “GUARANI: IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR”

REPÚBLICA DEL PARAGUAY

ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI

GUARANI, MERCOSUR ÑE’Ê TEETE

CAMINO A LA DECLARACIÓN DEL GUARANI COMO IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR: 28 DE ABRIL DE 2009

CONGRESO INTERNACIONAL “GUARANI: IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR”

El ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI realizará el CONGRESO INTERNACIONAL “GUARANI: IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR”, el lunes 27 de abril de 2009. Este importante encuentro internacional se desarrollará en la Ciudad de Asunción, Paraguay; en el Auditorio “Ruy Díaz de Guzmán” de la Manzana de la Rivera y se extenderá de 13:00 a 19:00 horas.

Al día siguiente, martes 28 de abril, el Parlamento del Mercosur (PARLASUR) sesionará en Asunción, y en el 5º punto del Orden del Día de la sesión figura el tratamiento de la declaración del Guarani como idioma OFICIAL del Mercosur, proyecto liderado por el Dr. Héctor Lacognata, Parlamentario Paraguayo del PARLASUR. Cabe destacar que la Comisión de Educación, Cultura, Ciencia, Tecnología y Deportes del Parlamento del MERCOSUR aprobó martes 10 de febrero pasado, la recomendación al Consejo del Mercado Común (CMC) para que el Guaraní sea considerado idioma oficial del MERCOSUR.

El programa del CONGRESO INTERNACIONAL “GUARANI: IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR”, incluirá a los siguientes conferencistas y temas:

1) Dra. María Eva Mansfeld de Agüero (Directora de la Licenciatura en Lengua Guarani del Instituto Superior de Lenguas UNA): “El Guarani en las Universidades del Mercosur: actualidad y perspectivas”.

2) Lic. María Elvira Martínez de Campos (Comisión Nacional de Bilinguismo): “Un banco terminológico de la Lengua Guarani en el Mercosur”.

3) Lic. Ramón Silva (Director del Programa Kay’uhápe): "La Academia de Lengua Guarani del Mercosur".

4) Lic. Almidio Aquino (Instituto de Lingüística Guarani del Paraguay): "El Guarani como factor de cohesión histórica del Mercosur".

5) Lic. Lino Trinidad Sanabria (Taller de la Sociedad Civil): “Antecedentes históricos más recientes en torno al reconocimiento del Guarani como idioma oficial del Mercosur”.

6) Dr. Héctor Lacognata (Parlamentario del Mercosur por Paraguay): “El proyecto PARLASUR para reconocer al Guarani como idioma oficial del MERCOSUR”.

7) Sr. Rubén Martínez Huelmo (Parlamentario del Mercosur por Uruguay): “La oficialización del Guarani en el Mercosur y su incidencia política”

8) Prof. Jorge “El Kunumi” Gómez (Docente y especialista del Guarani Correntino): “El Guarani, la gran herramienta contra la discriminación y la marginalidad”.

9) Tupâ Ñembo'agueravyju=Lic. Antonio Cabrera (Vice-Presidente de la OSCIP, San Miguel del Yguasu, Parana-Brasil): “Avá Guarani Ñe’ê como forma de integración del Mercosur – Su extrema importancia”.

10) Mg. Modesto Romero Cueto (Docente del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI): “Hacia una didáctica de la lengua Guarani en la educación del Mercosur”

11) Mg. Félix de Guarania (Centro de Investigación Lengua Guarani): “La literatura Guarani del Mercosur”.

12) Mg. David Galeano Olivera (Director General del ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI): “Guarani: idioma oficial del Mercosur”

Paralelamente habrá una exposición y venta de libros de FÉLIX DE GUARANIA y artesanías.

El acceso al congreso será libre y gratuito, con certificado de participación y materiales didácticos. Para más informes acudir al ATENEO DE LENGUA Y CULTURA GUARANI (021-520.276); a cualquiera de las Regionales del ATENEO; o escribiendo al email: ateneoguarani@tigo.com.py

Ñamba’apóke oñondivepa Guarani ñe’êre ikatuhaguáicha ko’ê ko’êre ojekuaaporâve, ojehayhuve, ojepuruporâve ha taitenondeve ñane retâme.

Maitei horyvéva opavavépe


David Galeano Olivera (ATENEO Motenondehára)

dgo@paraway.net.py


Postado por Tupã Ñembo'agueraviju

Data: 22/04/2009 as 02:30

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CLÃ DOS AVÁ E DOS AVÁ I (CLÃ DE LOS AVÁ Y DE LOS AVÁ I)

Aldea Ty Global Indígena “Tava Guasu Avá Guarani Retã”.
Brasil - Paraguay - Argentina - Uruguay.


CARTA CONVITE A LAS ALMAS VIVIENTES

PARA HACER PARTE DEL CLÃ DE LOS AVÁ Y DE LOS AVA I.

LA LENGUA DEL CLÃ: GNOMA Y DNA: LA LENGUA DEL AVÁ ÑE’Ẽ. LA LENGUA ÁRA.

Estimado señor gubernante, autoridad, pastor, padre, señor, señora, niño y niña, extendemos esta invitación a Ud., para hacer parte de la misión: CONOCER Y DIVULGAR NUESTRA LENGUA Y ORIGEN: LA LENGUA DEL AVÁ ÑE’Ẽ Y HACER PARTE DEL CLÃ DE LOS AVÁ Y DE LOS AVA I.

PORTANTO

Es tiempo que el PLANETA TIERRA, conozca que la LENGUA AVÁ ÑE’Ê GUARANI, es la ÚNICA que permanece autentica, VIVA Y PULSANTE, y que también representa el “ORIGEN” de toda LENGUA, ETNIA Y NACIÓN, pues la única lengua que la LETRA “A” representa la “SEMILLA”, y la LETRA “Y”, AGUA, FUEGO, PLASMA, VIENTO Y EL (0 - ZERO) (NANDI), siendo: A, E, I, O, U, Y, 0, forma las 7 notas Musicales, 7 Colores, que representa: (PE 7 YVÁ DEL Ã MARANGATU) (El 7 FRUTO DEL ESPÍRITU SANTU) y más el GNOMA Y EL DNA DEL UNIVERSO, todavía, la lengua AVÁ ÑE’Ê, (LENGUA DEL PADRE, U SEA DE ÑANDE RAMYI (NUESTRO DÍOS) ya existía, en cuanto “EL GUARANI” es un nombre de fantasía impuesta por el pirata navegador Antonio Domingo Irala, que se convencionó como , “DEL ÁVA ÑE’Ê RAPÉ”, y este ya existía antes de la existencia, cuando EL MUNDO TODAVÍA ESTAVA VAZIA Y DISFORME, que hoy conocemos como: PLANETA TIERRA.

Como podemos decir LATINA de estas palabras y letras: A, E, I, O, U. Digo palabras y letras pues son, quiero decir: cada letra es una palabra y cada palabra es una letra y otra vez cada letra representa el universo y la existencia, sin la palbra y letra, no existimos, pués DIOS CREO EL MUNDO com LA PALABRA!

TODAVÍA

Es una aberración llamar la “LENGUA AVÁ ÑE’Ê GUARANI” (que no es Guarani) de “DIALECTO”. Podemos llamar “SÍ” de “dialecto” todas las lenguas posteriores al los AVÁ ÑE’Ê. Pues LA LENGUA DE LOS AVÁ ÑE’Ê “GUARANI” ES LA LENGUA DEL “ARA” DEL TIEMPO”, la LENGUA DEL SUPREMO DIOS ; EL: A; E; I; O; U; “Y” y “0” estas letras en conjuntos representan la esencia de todas la existencia, del: A al 0, que se divide en ESPIRITUAL y TERRENAL.

La palabra AVÁ, significa Dios, y AVÁ ÑE’Ê, la lengua de Dios, la lengua ÁRA (TIEMPO) y nadie creó las letras ni las palabras, pues Dios creó la LETRA Y PALABRA, y con la PALABRA DIOS CREO AL UNIVERSO Y AL MUNDO Y A TODO QUE EN ELLA SE ENCUENTRA: SERES VISIBLES Y A LOS INVISIBLES
Enseñan los maestros en las ESCUELAS, que la LETRA: A, E, I, O, U, son latinas, grande mentira. Por ejemplo yo soy el YVYRA A, la fruta del arbol y su semilla y también yo soy el YVYRÃ, (mi destino volver a ser tierra). Como no tener orgullo por eso. Es sublime!

Ud. decide hoy, cual es tu origen, tenés el libre albedrio para decidir y no culpe a Dios por tu locura.

Tenemos dos origenes: los ava i, y los ka i:
(Teoria creacionista y teoria evolucionista).

La primera: imagen y semejanza a su creador o a su PADRE, AVÁ, (hijo de Dios - LUZ), por eso somos el avá i.

La segunda: imagen y semjanza a su creador o a su PADRE, KA, (hijo de mono chipanze – TINIEBLA), por eso se llama ka i.

Por eso tengo orgullo de SER UN (AVÁ I, PUÉS, YO SOY EL HIJO DE DIOS, HIJO DE LUZ y pertenezco a la primera creación y no la segunda.

Y

Por fin: Pedimos a las autoridades de Paraguay/ Brasil / Argentina y del mundo, que se unan a nosotros, Los “AVAETÉ” “EN LA MAYOR OBRA DEL SIGLO XXI”, POR LA SALVACIÓN DEL PLANETA TIERRA y por la creación de la LENGUA DE LAS AMÉRICAS, U SEA, SU NORMALIZACIÓN Y UNIVERSALIZACIÓN DEL IDIOMA AVÁ ÑE’E GUARANI ( ESCRITO EN GUARANI, ESPAÑOL Y PORTUGUÉS). Primero para AMÉRICA y luego TRADUCIDOS en todos los IDIOMAS, y los mismos utilizados en los CINCO CONTINENTES. La extinción del Apartheid contra los “indígenas”, con el reconocimiento de su derecho que ya ultrapasó los 500 años. ¿Todavía como los autores de América Latina, están actuando para cambiar la suerte de los supuesto “INDÍGENAS”? ¿Hake Ñande RAMYI (Cuidado con Nuestro Díos) No seamos necios ni tampoco incrédulos, pues, su PALABRA ES LEY. Por eso me orgullo de ser un “INDIO”, (AVA I).

Tetã Yvora, jasê japugui, Ñande Ramyi Su, oikua’a ñande ayvurupa, ha upeicha avei ha’E ningo ñade ayvuru; ani ñane akã guasuse terei; peicha he’i ko arape, Ñande Ramyi Tupã Ñembo’agueraviju / Momaitei. (Patria Mundo, vamos salir de la mentira, Nuestro Gran Criador Él Señor Dios, conoce nuestros corazones, y, así también, es Él, el dueño de nuestros corazones, no vamos a querer engrandecernos delante de su Gloria; así dice en este día Nuestro Gran Criador, saludando nuestra alma y nuestro espíritu)

EL CLÃ DE LOS AVÁ Y DE LOS AVÁ I, desea a todas las ALMAS VIVIENTES, (A, O y 0) QUE TODOS SE SALVE Y TENGA VIDA ETERNA!

GENITOR: Tupã Ñemboagueraviju


Antonio Cabrera (Tupã Ñembo agueraviju)
Vice-Presidente de la OSCIP GUARANY -
Profesor de la Lengua Avá Guarani Ñe’ẽ (Guarani)
e História.
Coordinador y responsable por los Proyectos de Desarrollo Ecologicamente Sostenible de los Avá Guarani de la Tríplice Frontera (Brasil - Paraguay -

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Criança do Futuro : Waköpünska Karipuna!: Indígenas no Fórum Social Mundial

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Sombras da ditadura militar pairam sobre Raposa Serra do Sol

“O problema grave de nosso tempo, com relação aos direitos do homem, não é mais o de fundamentá-los, e sim o de protegê-los. Com efeito, o problema que temos diante de nós não é filosófico, mas jurídico e, num sentido mais amplo, político. Não se trata de saber quais e quantos são esses direitos, qual é a sua natureza e seu fundamento, se são direitos naturais ou históricos, absolutos ou relativos, mas sim qual é o modo mais seguro para garanti-los, para impedir que, apesar das solenes declarações, eles sejam continuamente violados.” Norberto Bobbio em “A Era dos Direitos”.

“Na história recente da América Latina, a maioria dos governos militares não institucionalizados só aceitam retirar-se do poder em troca de certas garantias. Tratam de fixar as regras do jogo. Mais ainda, quando a situação o permite, não vacilam em exigir um lugar para as instituições militares na ordem constitucional democrática e o direito permanente de supervisionar as decisões políticas.” Alain Rouquié em “O Estado militar na América Latina”.


Os militares brasileiros, de maneira geral, passaram da ditadura para a democracia formal sem admitir a investigação nem a avaliação de suas práticas ao longo dos 25 anos em que exerceram o poder absoluto no país e sem admitir rever qualquer uma dessas mesmas práticas, nem as concepções que as embasam. Prova disso é a permanente ausência de iniciativas concretas, devido a resistências castrenses, de se abrir os arquivos militares do período ou mesmo de se realizar uma definitiva busca dos corpos dos desaparecidos políticos.

Sempre que se toca no tema, por exemplo, quando do lançamento da publicação “Direito à Memória e à Verdade”, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, em 2007, os integrantes das Forças Armadas manifestam seu desagrado e reagem de forma pública, destilando o mesmo antigo ódio contra os mortos e desaparecidos e defendendo, no limite, a própria legitimidade da tortura e dos desaparecimentos. Para estes dirigentes militares, diversos ministros e integrantes do atual governo não passam de “ex-terroristas e subversivos”, indignos de confiança, quanto mais de respeito ou obediência. Com relação ao próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sua relação é de discreto desprezo, como alguém que se deve aturar, até que deixe o cargo, mas não acatar integralmente suas decisões políticas, e, sim, resistir àquelas consideradas “inaceitáveis”.

Políticas e direitos “inaceitáveis”

Entre as “políticas inaceitáveis” estão as tentativas de abrir os arquivos militares, de busca dos desaparecidos políticos, de esclarecimento das condições em que desapareceram, por um lado, e, por outro, as questões da Amazônia, da política ambiental e da faixa de fronteira; a política indigenista e a demarcação das terras indígenas.

Com relação a estas últimas, as Forças Armadas, de maneira especial o Exército, acreditam que só elas têm as concepções corretas a respeito das políticas necessárias para a região amazônica e para nossas fronteiras, assim como acreditam que só elas têm a visão correta a respeito de como se relacionar com os povos indígenas. Nesta visão, são repudiados os Artigos 231 e 232, da Constituição Federal de 1988, assim como a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas, da Organização das Nações Unidas (ONU), instrumentos legais internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Durante o período da ditadura militar, tentativas foram feitas, como o tristemente famoso “decreto de emancipação”, de 1977, no sentido de liberar as terras indígenas para as grandes empresas. A partir de uma conceituação de indígenas “aculturados” e “não-aculturados”, o governo militar pretendia manter algumas “reservas” e liberar o restante das terras indígenas para madeireiras, fazendeiros, mineradoras, garimpeiros etc. Claro está que as “reservas” seriam temporárias, com o tempo suficiente para se “aculturar” os indígenas ainda “não-aculturados” e, igualmente, expropriar suas terras e entregá-las aos empresários. Durante o Congresso Constituinte, nova tentativa foi feita, com o lobby militar e empresarial junto ao Centrão, maioria de parlamentares coordenada pelo então senador Bernardo Cabral, que tentou viabilizar uma proposta de legislação indigenista que também contemplava as figuras de indígenas “aculturados” e “não-aculturados”, novamente com o objetivo de expropriar seus territórios e entregá-los à exploração dos fazendeiros e das grandes empresas.

A Constituição de 1988, no entanto, reconheceu “aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.” (Capítulo VIII – Dos índios – Artigo 231 da CF). O Artigo 231 afirma ainda, em seu segundo parágrafo: “As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes”. E no quarto parágrafo: “As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”. Ou seja, a Constituição de 1988 rompeu com a perspectiva integracionista vigente desde o período colonial no Brasil e abriu uma nova perspectiva, de reconhecimento dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas

Como se nada houvesse passado nos últimos 20 anos, para os militares os povos indígenas devem “ser plenamente integrados à sociedade nacional”, suas terras e riquezas devem ser colocadas à disposição do mercado e do “desenvolvimento do país”. Para os militares, os povos indígenas não podem ser reconhecidos como tais, pois o seu mero reconhecimento significaria “uma ameaça à soberania nacional”.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol é, no momento, a principal vítima da reação militar às políticas de governo e às conquistas constitucionais dos povos indígenas. Na verdade, para os militares, Raposa Serra do Sol deverá ser, numa concepção de guerra, a “cabeça de ponte” de um ataque generalizado às demarcações e homologações de terras indígenas já feitas, sendo feitas ou a serem feitas no Brasil. Trata-se de voltar ao período pré-constitucional, anular demarcações, evitar novas e disponibilizar os territórios indígenas para as grandes corporações nacionais e internacionais, principalmente mineradoras, e para o agronegócio. Só assim, a “Segurança Nacional” estaria garantida.


O processo no STF


Os militares nunca aceitaram a demarcação e homologação das terras indígenas na região amazônica, particularmente dos territórios Yanomami e Raposa Serra do Sol. Com relação à homologação do território Yanomami, em maio de 1992, durante o governo Fernando Collor de Mello, os militares reagiram, protestaram, buscaram impedir de todas as maneiras, inclusive junto ao ministro da Justiça da época, coronel Jarbas Passarinho, mas a terra indígena acabou sendo demarcada e homologada.

Com relação à Terra Indígena Raposa Serra do Sol, os militares, assumindo como inadmissível o que consideram uma nova “derrota” de suas posições, buscaram intervir de forma intensa, em todas as áreas possíveis e de maneira planejada, com estratégia e táticas claramente definidas, para que a homologação fosse desconstituída antes que a retirada dos invasores fosse consumada. Para tanto, tornaram-se aliados dos seis grandes arrozeiros e com eles vêm atuando há anos de maneira articulada, na própria terra indígena, junto à sociedade nacional, aos meios de comunicação, a órgãos governamentais, ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário, particularmente junto ao Supremo Tribunal Federal.

Em meados de 2006, um membro da Abin (Agência Brasileira de Informações) instalou-se numa sala da prefeitura de Pacaraima (RR), cujo prefeito é o líder arrozeiro Paulo César Quartiero. O objetivo do militar ali era o de assessorar o conjunto dos grandes invasores a resistir de forma armada à homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e à desintrusão que deveria ser realizada pela Polícia Federal, ensinando táticas de guerrilha, técnicas de fabricação de bombas incendiárias e de instalação de minas aos pistoleiros dos fazendeiros.

De 2005 a 2007, o Exército boicotou como pôde as operações de desintrusão planejadas pelo governo federal, repassando sistematicamente informações sobre os planos de retirada dos invasores para estes e seus aliados na mídia e no Congresso Nacional, conseguindo que tais operações fossem seguidamente abortadas.

A desintrusão foi definitivamente deflagrada em abril de 2008, com a Operação Upatakon 3, com a participação apenas da Polícia Federal, devido a impossibilidade de se contar com a contribuição do Exército. Neste momento, os militares realizaram um movimento duplo: por um lado, atuaram no terreno, dando apoio logístico à resistência armada dos invasores contra os policiais federais; por outro, atuaram no Supremo Tribunal Federal (STF), dando falsas informações a respeito de um iminente confronto armado e sangrento, envolvendo a população civil e a Polícia Federal em Roraima. Conseguiram, assim, disseminando mentiras entre os ministros, a suspensão da Operação Upatakon 3 pelo Plenário do STF, o que foi feito em poucos minutos, sem debate e de forma unânime. Continuam, até os dias de hoje, de maneira sistemática e diária, desinformando ministros e assessores sobre a realidade dos povos indígenas daquela região.

A “guerra de posições” se expande

Durante os primeiros dias da “resistência”dos arrozeiros, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante do Exército na Amazônia, veio a público destilar todas as críticas dos militares ao governo federal e sua política indigenista. O general fez sua aparição pública no mesmo estilo agressivo em que os militares costumam atacar a política governamental de Direitos Humanos, no que toca à questão dos desaparecidos políticos.

O general Heleno chegou a afirmar que “não sirvo a este governo, sirvo ao Estado brasileiro”. Brandamente admoestado, continuou no cargo, a dar declarações à imprensa contra a política indigenista e a dar palestras, com uniforme de campanha, para audiências de militares da reserva e da ativa. Associações de militares da reserva e de militares da ativa passaram a solidarizar-se imediatamente com o general Heleno, tratado como porta-voz do conjunto da caserna.

Em Roraima, os militares também manifestaram publicamente seu apoio político incondicional aos invasores da terra indígena. O Comandante da 7ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), general Eliezer Girão Monteiro Filho, recebeu, no dia 9 de maio, em pleno quartel, uma manifestação política de arrozeiros e familiares para elogiá-los e incentivá-los a “defenderem suas propriedades” frente a homologação da terra indígena. “Cobrem respeito à propriedade de vocês. A terra que está lá, ainda que dentro da Raposa, ainda está sob o nome de suas famílias. São dos senhores”, disse o general aos manifestantes, repetindo a acusação de que a demarcação de terras indígenas em faixa de fronteira significaria uma “ameaça à soberania nacional”.

No dia 18 de abril, o general Gilberto de Figueiredo, presidente do Clube Militar, manifestou solidariedade ao general Heleno, seguido do presidente do Clube da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Ivan Frota. Este, segundo noticiou a imprensa (Folha de São Paulo, 19/04/08), “ameaçou com o maior movimento de solidariedade militar” caso o presidente Lula “continuasse com a coação ao general Heleno”. O presidente do Clube da Aeronáutica declarou ainda que a declaração do general Heleno “representa a síntese do pensamento castrense atual”.

No mês de junho, em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Azenha, o general Figueiredo voltou a externar seus pontos de vista. Eis parte do depoimento de Azenha, publicado em seu blog, em 26 de junho: “Quando entrevistei o general Figueiredo, em Brasília, ele fez duras críticas à Constituição de 1988. Segundo ele, dois interesses se conjugaram na Constituinte para escrever o capítulo referente aos direitos indígenas: os esquerdistas e o grande capital.

De acordo com o raciocínio do general, ambos são internacionalistas. O interesse do grande capital, no caso, seria o de reservar grandes áreas do Brasil para futuro uso, através da instrumentalização dos indígenas. Ou seja, os minérios e outros recursos naturais existentes hoje em terras indígenas ficariam à espera do momento em que os países desenvolvidos – França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha – precisassem deles.

Quando isso acontecer, os indígenas promoveriam um movimento separatista, entregando o ouro aos bandidos.

De acordo com o general, os esquerdistas não têm apego à idéia de nação. Fazem parte de um movimento internacional ao qual subordinam o Brasil. Por isso essa esquerda teria apoiado o capítulo que trata dos indígenas na Constituição de 1988.”

Azenha adianta sua avaliação a respeito dessa posição do militar: “Na minha modesta opinião a teoria dos índios imperialistas serve a interesses inconfessáveis: ajudar o agronegócio a tomar terra dos índios”.

A posição do general Figueiredo fecha o raciocínio militar, segundo o qual é necessário continuar, nos dias de hoje, a dar combate contra os dois grandes inimigos internos: os esquerdistas e os povos indígenas.

Decorrem daí os ataques permanentes contra a política do governo federal com relação aos Direitos Humanos, no que se refere aos desaparecidos políticos, por um lado e, por outro, contra a política indigenista oficial. Esquerdistas, mesmo mortos e desaparecidos, e povos indígenas continuam todos alvos militares.

Esta guerra de décadas foi transferida, devido às manobras dos militares, invasores das terras indígenas e seus aliados políticos, para um novo campo de batalha: o Supremo Tribunal Federal.

A violência se espalha, impunemente

No dia cinco de maio, um grupo de dez indígenas, que se encontrava trabalhando em sua terra, foi atacado com bombas e tiros pelos pistoleiros encapuzados do invasor Paulo César Quartiero, deixando vários feridos. Identificada a autoria do crime, o arrozeiro teve prisão decretada e as instalações de sua invasão investigadas pela Polícia Federal. Lá foram encontradas mais de 140 bombas incendiárias e material explosivo, de posse exclusiva das Forças Armadas. Dias antes, indígenas que trabalhavam na área viram duas caminhonetes do Exército entrarem na fazenda e ali permanecer até o dia do atentado criminoso.

As investigações da Polícia Federal levaram à convicção da participação do coronel Gélio Fregapani, ex-chefe da Abin em Roraima, como orientador dos pistoleiros de Quartiero, tanto para a fabricação das bombas incendiárias, como em táticas de guerrilha e na orientação da logística do ataque ao grupo de dez indígenas. Quartiero se refere a Fregapani como seu “amigo pessoal”. Além do ensino em fabricação de bombas, teria partido também de militares a orientação para a colocação de um carro-bomba em frente à sede da Polícia Federal e as orientações para a colocação de minas explosivas na estrada que vai de Boa Vista a Surumu, onde se encastelaram com barricadas Quartiero e seus pistoleiros, contra a Polícia Federal que pretendia realizar a Operação Upatakon 3.

Desnecessário lembrar que, se detonados, o carro-bomba, assim como as minas explosivas, teriam causado inúmeras mortes, tanto de policiais federais como de pessoas comuns, transeuntes inocentes, índios e não índios, crianças, mulheres, idosos.

Seria o caso de nos perguntar se aqui reside a auto-propalada valentia e coragem dos “líderes da resistência”, invasores da terra indígena e seus especializados assessores?

Apesar de tantas evidências do envolvimento militar em todas as ações dos invasores de Raposa Serra do Sol, nenhuma advertência foi feita, nenhuma investigação concluída, muito menos nenhuma prisão efetuada. Pelo contrário, militares e invasores continuam fazendo declarações ofensivas aos povos indígenas nos meios de comunicação, continuam também atacando a política indigenista oficial e a homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Ou seja, militares se sentem com a autoridade e liberdade suficientes para continuar se insubordinando e atacando o próprio governo ao qual deveriam servir. Mas, como já declarou o general Heleno, eles não reconhecem o governo Lula como autoridade, pois servem somente ao “Estado”.

Conclusão

Agora, transcorre o tempo até o momento, provavelmente no próximo mês de agosto, em que o STF deverá se reunir para decidir sobre a constitucionalidade da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Não pensemos que militares e arrozeiros estão, de forma serena, esperando o resultado deste debate. Pelo contrário, estão extremamente ativos, tratando de influir decisivamente em tal resultado. Para tanto, além do lobby permanente instalado no STF, veiculam inverdades e preconceitos com relação aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol, em quantidades industriais, nos sites da internet, em blogs de ultra-direita e nos meios de comunicação onde possuem aliados e simpatizantes. Em seus recados à imprensa, os arrozeiros já declararam que não irão admitir serem “roubados pelo STF” e que não irão aceitar uma decisão contrária a seus interesses.

Os únicos que estão, de maneira pacífica, embora firme e aberta ao diálogo com a sociedade nacional, esperando a decisão da Suprema Corte, são os povos indígenas de Raposa Serra do Sol que, de resto, assim agiram nos últimos 34 anos, sempre à espera da Justiça, sempre respeitando a legalidade e as instituições do Estado brasileiro.

Diante de tudo isso, não resta dúvida: uma eventual vitória da anulação da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol será uma vitória da força bruta, da violência, da ação clandestina, da disseminação de mentiras e preconceitos contra os povos indígenas e do medo em meio à população. Será, igualmente, uma vitória do retrocesso do Estado brasileiro, numa retomada da perspectiva de “integração dos indígenas à sociedade nacional”, da inviabilização de sua existência como povos culturalmente diferenciados no interior do Estado nacional e da expropriação de suas terras e recursos nela existentes para a exploração pelas grandes empresas nacionais e estrangeiras.

Pelo contrário, a manutenção da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol irá sinalizar, para toda a sociedade brasileira, que neste país existem leis a serem obedecidas e instituições que devem ser respeitadas – existe, principalmente, uma Constituição que deve ser zelada por todos.

Fundamentalmente, irá mostrar que o Supremo Tribunal Federal exerce, de fato, o papel de instituição do Estado democrático responsável por assegurar que esta Constituição seja realmente cumprida, em benefício da Verdade, da Justiça e da construção de uma sociedade onde o Direito seja um patrimônio realmente de todos, sem distinção de raça, cultura, etnia ou classe social.


Brasília, junho de 2008


Paulo Maldos

Assessor político do Cimi

Postado por OSCIP GUARANY

Dia: 10/01/2009 as 12H55